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Mostrando postagens de Maio, 2006

escritoras suicidas, edição 6

no ar a edição de maio de escritoras suicidas, com o tema: liberdade.

abaixo, um de meus poemas desta edição:

levis & leevre

hoje dispenso meu lado dark
e largo, no armário,
o pretinho básico, diário.

pra variar, (ul)trajo algo indigo :
rasgado, justo, sujo, stonado...

- um escândalo, ele diria -

sábado,
abaixo do umbigo
e acima da virilha,
não quero nada bem comportado.

valéria tarelho

Virada Cultural, na Casa das Rosas

Sábado, 20 de maio de 2006
18h – Desconcertos na Paulista – a voz da prosa Direção: Claudinei Vieira
Autor convidado: Matthew Shirts

Mais uma edição dos encontros mensais, de uma hora de duração, em que o escritor convidado lê um texto de sua própria autoria, um texto de algum autor clássico que tenha sido importante para sua literatura, e ainda apresenta um novo escritor. Tudo seguido por um bate-papo descontraído e informal.
Matthew Shirts é um californiano formado em história que se apaixonou pelo Brasil há uns 30 anos e nunca mais abandonou o nosso país. Hoje em dia ele é cronista no jornal “O Estado de S.Paulo” (sua coluna sai todas as segundas no Caderno 2) e editor chefe da revista National Geographic Brasil.

19:30 - Saída do Circuito PedalO Clube dos Amigos da Bike visitará os Museus do Estado com saída da Av. Paulista, 37 (Casa das Rosas), com o seguinte trajeto: Consolação, Praça General Osório (Estação Pinacoteca), Praça da Luz (Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa) e Av. Tira…

saudade

pintura: missing you
© C. Namaz

saudade insana de meu par. aquele, ímpar, que somado a minha unidade, nos torna múltiplos (a dois). saudade daquele um, meu inteiro. eu, igualmente única, total-mente dele. totus corpus. totallma. saudade exacerbada de meu duplo. meu par e ser. par à Lela. eu, una, junto dele, dobro. não sobro. nem (p)resto. saudade trans-par-ente. patente. poeticamente cálida. saudade descorada como corola de flor que não fala. simplesmente exila. exala saudade áspera que despetala. desespera. saudade que ecoa. não cala. não cabe na cela de espera.

valéria tarelho releitura

espartilho

pequenos medos
pouca pompa
médios apertos
modelam o torso
de meus vers.o.s.

evito ao máximo
vestí-los
de martírio vasto
:
não invisto em
altos (g)ritos
graves modelos
brilho ostensivo
salamaleque no trato

não é nada sexy
excesso de apelo
no corpo do espírito
- seminu -

valeria tarelho
(sujeito a retoques...de novo)

dois, para depois do pôr-do-sol

fotografia © isa vieira

solfejo

na pauta do horizonte
o sol poente ensaia
a escala musical
do beijo ardente
solfejando cromáticas
oitavas maravilhas


arte dinâmica

todos os dias
um deus artista
pinta o mesmo quadro
quando a tarde finda.

apenas diversifica as formas,
intensifica ou esmaece
os contrastes e degradês
da vespertina mostra panorâmica.

transforma, ao acaso,
em arte dinâmica,
a pintura do ocaso

: painel ouro e púrpura
in natura.

valéria tarelho
dois poemas antigos, de 2003.

dica 1: "a poesia de valéria tarelho", um especial da revista eletrônica do instituto de humanidades, da universidade unigranrio, editada por shirley carreira.

dica 2: blog "folha de cima", de rogério santos, cujo maravilhoso "girândola" me relembrou os poemas acima.

dica 3: assistam "antes do amanhecer" (before sunrise - 1995) e "antes do pôr-do-sol" (before sunset - 2004).

repost

blue note

ouço um blues
e busco
verdes dreams
no lusco-fusco

: qualquer mint
que se aproxime
ao [gradiente]
relva-fresca-tua-iris

atrás das lentes
lembro
: era eu
no espelho green

ante a mim
and so mines
: your eyes

[olhos tão meus
just once]

note:
a noite tem a nuance do teu nome
escorrendo pela face


valéria tarelho
desarquivado por motivo de força menor
publicado na edição 5 de escritoras suicidas
melhor ingerí-lo ao som de inverno - adriana calcanhoto