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Mostrando postagens de Outubro, 2005

sopro

ana c
tem sido (sombra)
constante
especialmente aos domingos
(cansativos, so boring)
em que ele dorme
(numa nice)
e cultivo
o eu insone
que consome livros
traça poesia
rói o osso
insosso do ócio
após a ceia
rica em mal passadas
vísceras
como só ana (sui
generis)
sabe cozer
:
loucura crua
doída lucidez

[e eu talvez
possua
:
pulso ou
pane pare_
cid(i)o]

valéria tarelho

"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"

ana cristina cesar


~*~

no ar:http://www.escritorassuicidas.com.br/
um site de mulheres e homens que fingem de















elas pulam
cortam pulsos
tomam pílulas
porque não têm
papas na língua
e a prosa (porra louca)
s
a
n
g
r
a
escorre solta
não estanca

(para as meninas, desejando sucesso
na tentativa de)

cliques

faro (e fino trato)

te adivinho
no bouquet
de um vinho tinto
:
tenho instinto
um tanto
etílico

valéria tarelho
um poeminha antigo em homenagem aos bons momentos do congresso de poesia em Bento Gonçalves

~> fotografia de um quadro exposto na vinícola Miolo